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História de um Casamento - quando o amor vira rancor e o casamento uma disputa.

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(Texto de Takwila - 03/Jan/2020).  Uma conversa difícil, mas necessária, a respeito do processo de divórcio e sua contribuição direta nos traumas gerados pela separação. Num primeiro olhar é quase automático encarar o filme de Noah Baumbach,  História de um Casamento , como mais um filme genérico de amor e término insuflado de grandes nomes de Hollywood só para virar os pescoços do público e conseguir chamar atenção da mídia. Entretanto, logo torna-se possível perceber que o longa-metragem produzido pela Heyday Films e distribuído pela Netflix explora uma proposta muito mais séria e até mesmo ríspida de abordagem do banalizado tema do drama amoroso. No filme protagonizado por Adam Driver e Scarlett Johansson, Charlie (Driver) e Nicole Barber (Johansson) formam um casal que para as pessoas ao redor não possui falhas. Charlie é um diretor de teatro respeitado e Nicole uma atriz de cinema que construiu uma carreira sólida no meio teatral. Os dois têm um filho de 8 anos e uma vida...

Existe amor na separação

(Texto de Edgar W. Santos - 07/Set/2018).  Existem lágrimas, muitas lágrimas que turvam qualquer indício de verão que se atreva no horizonte. Abundantes, pesadas, as águas de um divórcio são também águas de primavera, necessárias para o aguardado florescer. Encharcam com tristeza, raiva e frustração o corpo inerte do casamento no mesmo fluir em que umedecem a terra seca que abrigará vida nova, apesar da dor. Dor na alma, intensa na medida do amor. Em inúmeras separações, a dor expressa o falecimento de um ser muito amado: o casal. E o casal que germinou da mistura de duas sementes ensolaradas, aprofundou raízes, produziu frutos, sombra e muitos sonhos não é uma pessoa qualquer. Talvez tenha lutado exaustivamente para sobreviver. Mas, as feridas do casal morto são muito profundas e, quando lambidas, sente-se nelas o peso de assassinar e de ser assassinado porque, sem dúvida, nenhum divórcio ocorre por acidente. Não pense, porém, que há uma vítima e um algoz no desfecho das relações....

O dia que eu fiquei de saco cheio de tudo

(Texto de Paula Diniz - 01/Jan/2018).  Pensei em refazer o título, mas nada expressa melhor o que eu senti quando deletei o Facebook e excluí o aplicativo do Twitter e Instagram do celular. Não tenho mais paciência e é isso, não aguento mais informação inútil me batendo de todos os lados, não aguento mais lidar com drama forçado pra ganhar like, não aguento mais as pessoas perdendo a noção pra ficarem famosas. Também sei que a internet é de todo mundo, aqui eu encontro todos os tipos de conteúdo, mas resolvi fazer o meu melhor pra evitar informação inútil e estressante. Facebook é uma maravilha pra foder o bem estar de qualquer um, se aceitamos 4 mil pessoas — quem se interessa pela vida de QUATRO MIL PESSOAS? — vamos acabar transformando nosso feed num limbo sem fim, e não podemos reclamar. As pessoas na internet não vão parar de cagar pelos dedos porque meia dúzia não aguenta mais, então a melhor saída foi desativar minha conta de anos e fazer uma mais privada, com incríveis 70 a...

Muita coisa aconteceu, é quase Agosto, queria parar o mundo e descer.

(Texto de Paula Diniz - 23/Jul/2018).  Um texto sobre vários nadas.  Nunca apanhei tanto igual em 2018, e olha que todo ano eu penso a mesma coisa, o que me leva a acreditar que na outra vida eu fui um saco de pancada. Pelo menos agora eu sei pra onde tô indo e também sei pra onde não voltar mais, e pra quem não voltar mais. Queria dizer que crescer é foda, tem dias (como hoje) que minha maior vontade é voltar pra 2002, e ficar escondida atrás do sofá da minha avó, ninguém ligava se eu quisesse ficar quietinha por várias horas. Eu queria poder ficar em silêncio por várias horas sem ser questionada ou procurada, eu queria mesmo sumir um pouco e depois reaparecer como se nada tivesse acontecido. Mas não dá pra sumir porque crescer é foda, como eu já disse, e existem responsabilidades e problemas e coisas que nós arrumamos pra nossa cabeça pra preencher a vida. Hoje não é um bom dia. Hoje, quando eu acordei, não sabia mais do que eu gostava de fazer, eu sabia, mas não entendia. E...

Por que eu desativei o meu Instagram com 5 anos, 764 posts e quase 4k seguidores

(Texto de Lari Maza - 04/Set/2017).  Uma revolução minimalista que começou no guarda-roupas e continua a mudar minha visão sobre a vida.  Tudo começou em 2015 quando comprei o livro A Mágica da Arrumação, da Marie Kondo, pra dar um jeito no meu guarda-roupas caótico. Só pra ilustrar, eu tinha 78 pares de sapato (esses detalhes são tema pra outro post!). O livro fininho, modesto, de menos de 20 reais, despertou cadeias de mudanças que continuam acontecendo dois anos depois. O segredo do sucesso da Marie Kondo é que, quando você tem menos coisas, elas se mantêm organizadas sem esforço, porque tudo tem lugar. Então, o primeiro e mais importante passo é segurar  cada um dos seus itens  nas mãos e se perguntar: “Isso me desperta alegria?”. Se não, descarte. Então, eu fiquei com apenas  um terço  de todos os meus pertences e não senti falta de nenhum desapego. Mas, ao longo de 2016, eu acabei voltando a comprar mais coisas e não usei várias das que decidi manter....